sábado, 1 de setembro de 2012

Como Ficar Que Nem Eike Batista???


O dinheiro não é um valor



"Os 'valores' traduzidos em preços têm utilidade imediata, porém permanecem presos aos horizontes das preocupações imediatas"

Por Leandro Konder
Imagine que você acaba de chegar a um lugar onde pessoas conceituadas estão discutindo sobre economia e finanças. Imagine o que aconteceria se você dissesse:
- O dinheiro não é um valor.
Provavelmente, uma onda de protestos criaria enormes dificuldades para você argumentar em defesa da sua tese. Talvez você não consiga nem falar!
A palavra "valor" se presta a uma enorme confusão. Ela engloba tanto os chamados "valores" econômicos como os valores éticos, estéticos, filosóficos, religiosos, humanos em geral.
Economicamente, o valor se traduz no dinheiro. O dinheiro indica o preço, o que a mercadoria está valendo no momento da compra e venda.
O dinheiro é o equivalente universal na esfera das mercadorias. Ele tem desempenhado um papel historicamente importante, tem agilizado comércio, tem viabilizado acordos complexos.
Não tem sentido investir contra o dinheiro ou desprezá-lo. Ele contribui para medir o que precisa ser medido. Avaliações criteriosas dependem de instrumentos delicados e, muitas vezes, dependem da quantificação promovida pelo dinheiro.
O dinheiro chegou a se transformar, como observou Goethe no Fausto, numa espécie de Deus. A maioria das pessoas, implícita ou explicitamente, vice em função do dinheiro. Essa opção lhes parece tão "natural" que ela frequentemente se espantam quando outras possibilidades são evocadas.
Para o comum dos mortais, o dinheiro é o valor dos valores. Se paramos para pensar, entretanto, verificamos que as coisas são mais complicadas do que parecem.
O dinheiro remete sempre a algo quer você pode adquirir com ele, a algo que não é ele, a algo que está fora dele. O poder do dinheiro é grande, mas não é ilimitado. O mundo do dinheiro é o das circunstâncias, que são, por definição, relativas.
O mundo das coisas relativas é importantíssimo, é ineliminável da nossa existência humana. Mas não a esgota.
Todas as culturas, de todos os povos, ao que tudo indica, mostram que os seres humanos necessitam de valores de outro tipo: valores intrinsecamente qualitativos, vividos como absolutos.
Cada cultura faz suas escolhas a respeito do que sejam honestidade, sinceridade, coragem, tolerância, solidariedade, beleza e generosidade. E cada pesoa, em algum momento, faz sua própria avaliação das ações humanas à luz das virtudes e dos valores que nelas se expressam.
É claro que esses valores - éticos, estéticos, filosóficos, religiosos, humanos - também são relativizados quando são vividos, traduzidos em ações históricas. A hisatória modifica tudo, nada escapa a ela.
Tudo se transforma. O que conta, porém, é o modo como se realiza cada transformação. Existem movimentos que se esgotam, conscientemente, nas circunstâncias em que ocorrem; e existem mudanças que plantam ideias com a esperança de que algo delas venha a perdurar.
Se eu for ao encontro de um comerciante de quem quero comprar alguma coisa, é natural que eu leve dinheiro e procure gastá-lo conscientemente. Se quero vender um produto, procurarei obter um bom preço por ele. Seria uma rematada tolice, descuidar de gastos e despesas, ignorar os limites do orçamento, dilapidar perdulariamente o patrimônio,em nome de um discurso esnobe, romântico e demagógico, contra o dinheiro.
O problema não está no respeito à lógica da economia (ou, mais precisamente, das finanças) no território que lhe é próprio: o erro essencial está na aceitação de uma "geleia geral", que mistura os valores, dissolve os conceitos e mistura as ideias. "Valores" mensuráveis, circunstanciais, que tentam se fazer passar por valores essenciais, duradouros, tornam-se trapaceiros, impostores.
Os "valores" que podem ser traduzidos em preços têm uma indiscutível utilidade imediata, porém permanecem presos aos horizontes das preocupações imediatas. Causam graves distorções ideológicas e sérios danos morais, quando interferem no âmbito dos autênticos valores (sem aspas). Desrespeitam os valores humanos que não estão à venda.
A expansão exagerada dos domínios do dinheiro tende a impedir que os seres humanos reconheçam a demanda - diversificada mas permanente- dos valores que as culturas particulares vão tecendo e com os quais vai se constituindo uma expressão infinitamente universal da humanidade.
O dinheiro não substitui esses valores. E, quando se pretende usá-lo para substituí-los, ele os destrói.
Um exemplo disso se encontra na argumentação do personagem que dá título ao magnífico O sobrinho da Rameau, de Diderot. Quando procura convencer seu interlocutor de que o dinheiro podia ser o fundamento de todos os valores, o "sobrinho" só consegue demonstrar que essa convicção resulta em completa insensibilidade ética, em cinismo crasso. "O dinheiro é tudo. O resto, sem o dinheiro, não é nada".
As discussões atuais a respeito da solidariedade às vítimas do maremoto na Ásia nos fazem recordar esse texto literário de Diderot, que Goethe, Hegel, Marx e Freud consideravam uma obra-prima. O sobrinho de Rameau é uma clara demonstração de que, por mais importante que possa vir a ser, o dinheiro não é um valor.
Tragédia na Ásia
A "parcimônia" da ajuda do governo dos Estados Unidos às vítimas do maremoto na Ásia levou alguns dirigentes do Estado mais rico do mundo a desenvolver uma argumentação que girava em torno de números. Qual seria a cifra adequada à extensão da catástrofe? Como deveriam ser feitos os cálculos? Com base no número de mortos? E deveriam ser incluídos nos cálculos também os desaparecidos?
Foi constrangedor ver um funcionário da ONU tendo que puxar as orelhas do governo Bush. E foi mais constrangedor ainda ler depopis na manchete de um grande jornal norte-americano a autocrítica: "De fato, temos sido avarentos". Nas semanas que se seguiram, a doação aumentou, e um representante do Estado avarento admitiu que o governo Bush estava procurando melhorar sua imagem entre os mulçumanos.
Configurou-se, pois, uma situação criada por uma catástrofe natural, logo imposta como um desafio colossal a todos os que podiam intervir para evitar que a tragédia se alastrasse. Os olhos do mundo se fixaram, sobretudo, nos mais poderosos. Os norte-americanos se viram, de repente, no centro do palco.
Num primeiro momento, os indivíduos que haviam se tornado decisivos para ajuda às vítimas trataram de definir sua intervenção por meio de "valores" (dólares). Em seguida, o critério monetário foiu completado com conveniências políticas de imagem (propaganda).
Valores éticos, óbvios, de solidariedade humana, não apareceram no discurso das autoridades estadunidenses durante as primeiras semanas da calamidade.
Aparentemente, não foram considerados necessários. O que confirma o esvaziameno que estão sofrendo.
Cuide Melho Do Seu Dinheiro

Mesmo sem perceber, muitas mulheres estão cuidando mal das finanças. Ao colocar sempre a família em primeiro lugar, parar de sonhar e deixar que outros administrem os recursos financeiros, as mulheres estão correndo o risco de ficarem velhinhas com bem menos dinheiro que desejam. Para fugir desta armadilha, confira as dez maiores derrapadas que você pode cometer sem perceber e veja como mudar a rota de sua vida financeira.
1. Pensar mais nos filhos
Amar e cuidar são os pilares de qualquer família. Mas será mesmo necessário matricular os filhos na escola mais cara e oferecer a eles tantos cursos? Se isso significa sacrificar as economias que você poderia fazer para a sua aposentadoria privada, pense duas vezes. Ao agir assim, é provável que, quando parar de trabalhar, não tenha renda própria e passe a depender dos filhos. Para a financistaEliana Bussinger, autora do livro As Leis do Dinheiro para Mulheres (Editora Campus), essa postura pode causar conflitos familiares mais tarde. Pior ainda: transferir o próprio sustento para outras pessoas é sempre um grande risco.
2. Não saber dizer “não”
Qual é a sua reação quando uma amiga ou um parente pede dinheiro emprestado? Dá um jeito de quebrar o galho, não é? Para a psicóloga Lana Harari, a maioria das mulheres tem dificuldade em dizer “não” nessas situações. “Se você é rica e pode colaborar, ótimo. Senão, é melhor pesar se aquele valor vai lhe fazer falta e, se for o caso, avisar que não pode e pronto”, diz. Não precisa ficar oferecendo justificativas: o dinheiro é seu e você tem todo o direito de não emprestá-lo. Educadamente, diga apenas: “Sinto muito, mas não posso”.
3. Casar sem refletir bem antes
Vai casar? Parabéns. Mas, antes de assinar a certidão, vale a pena checar se o candidato a marido é um bom pagador e não tem dívidas. No regime de comunhão parcial de bens, o mais comum, em caso de separação – é triste, mas pode acontecer – tudo o que vocês possuem será dividido igualmente, inclusive as pendências financeiras. Se as dívidas foram feitas antes do casamento, o outro cônjuge não tem de pagar a metade delas nem os juros. “De todo modo, é preciso ver bem qual é o perfil financeiro dele”, avisa Eliana Bussinger. O alerta se aplica às uniões estáveis, em que, mesmo sem formalização em cartório, duas pessoas dividem o mesmo teto como casal.
4. Não pechinchar no banco
Que tal pedir para diminuir as taxas de administração e, assim, aumentar o retorno de seu investimento? “Os homens costumam fazer isso, mas as mulheres, não, até por inexperiência. Se você ficar quieta, instituição financeira nenhuma vai baixar o valor que cobra de sua conta”, diz Alexandra Almawi, gerente comercial.
5. Poupar só no fim do mês
O problema é que, aí, o dinheiro já acabou. A sugestão dos especialistas é separar uma quantia assim que receber o salário. Mesmo que você só disponha de 50 reais, já vale. “Seu dinheiro vai render, ainda que as aplicações mensais sejam mais tímidas”, garante Alexandra Almawi.
6. Contentar-se com pouco
Salário razoável, um bom cargo e colegas de trabalho cordiais. Parece tudo certo? Errado. “Não se contente com remunerações medianas se acredita que merece mais por sua experiência e qualificação”, alerta a psicóloga Lana Harari. “Peça aumento e, se não conseguir, tente melhorar a renda com atividades extras ou procure outro emprego”, recomenda.
7. Misturar os gastos
Um erro comum entre empresárias novatas é não separar custos menores da empresa – como almoços com clientes e tíquetes de estacionamento – das contas pessoais. Resultado: a empreendedora fica sem saber de fato quais são os gastos da companhia, o que atrapalha o cálculo do lucro, que é uma subtração entre o dinheiro que entra e o que sai. “Isso prejudica muito o planejamento financeiro e pode resultar em margens de lucro falsas”, diz Etel Tomas, administradora.
8. Não sonhar com bens materiais
“Nas palestras que dou, pergunto à audiência feminina com o que as mulheres sonham. Elas sempre respondem que querem que os filhos sejam felizes e que o marido continue amando-as. Bem diferente dos homens, que querem carro, casa etc.”, observa Eliana Bussinger. Os bens materiais fazem parte da vida, e, ao desejar conquistá-los, nos esforçamos para poupar, investir bem o que ganhamos e alcançar um objetivo. Portanto, nada de pensar apenas no amor e na paz mundial – isso é importante, mas não impede que você tenha desejos palpáveis.
9. Prender-se a mitos familiares
Muitas mulheres cansaram de ouvir quando pequenas e adolescentes frases como: “Você não pode ter tudo o que quer”, “Dinheiro não cresce em árvore” ou “Você precisa de um marido que lhe dê segurança”. Faz parte da cultura machista não acreditar que as moças podem se dar bem sem a presença de um homem”, diz a psicóloga Lana Harari. Mas o que valia para a sua mãe pode não ser bom para você. Procure se livrar de crenças familiares para definir o próprio caminho e prosperar, do seu jeito.
10. Delegar demais
Quem cuida da sua renda: você mesma, seu marido ou seu pai? “Grande parte das mulheres delega essa função, até porque está sempre superocupada com a casa, os filhos, o trabalho, cursos, cuidados pessoais etc. Mas nós é que temos que decidir como queremos que os nossos recursos cresçam. Afinal, somos adultas e independentes”, alerta Eliana Bussinger. Mesmo que seja casada, não deixe de pensar em como você gostaria que aquela sobra financeira fosse aplicada. Pesquise em sites, leia revistas especializadas e se informe ao máximo para tomar essa decisão. Claro que pode haver uma conta conjunta para gerir a vida da família, mas é essencial ter o próprio dinheiro e investi-lo bem, tomando as rédeas de seus recursos.

Destaque-se entre os milhões

Se você como muitos profissionais vai aproveitar a virada do ano para fazer mudanças na sua vida e quer dar um up grade na carreira, siga essas dicas e marque presença na Internet, consiga indicações e vire referência na sua área de atuação.
Não seja impessoal: ter um site para divulgar sua clínica, consultório ou portfólio é importante para ser encontrado. Entretanto, não adianta ter um ambiente impessoal, em que a divulgação é a única ferramenta da qual você dispõe. Uma rede onde aquelas pessoas que conhecem seu trabalho podem falar o que pensam sobre ele, impulsiona seu trabalho através da velha conhecida força do boca a boca. Vale conferir o Indike, que é uma rede de indicações totalmente gratuita.
Mostre conhecimentos: as redes sociais e blogs são uma ótima vitrine para divulgar seus conhecimentos sobre sua área de atuação e mostrar que você é pioneiro e antenado. Não só da sua profissão, mas também de seus hobbies. Imagine estar procurando por um bom consultor e ver que ele tem um blog bacana sobre customização? Ou uma nutricionista que escreve sobre corrida ou um advogado sobre aspectos jurídicos do futebol. Ser formador de opinião é uma maneira eficiente de fazer uma divulgação ainda menos impessoal.
Organize suas fontes: uma dica importante é manter a agenda de contatos em dia, seja de clientes, pacientes ou de bons profissionais que você conhece. Organize isso em um arquivo (vale até o velho caderninho) e atualize periodicamente, pois mesmo mudando de endereço isso é um patrimônio seu – e algo valiosíssimo na hora em que precisar de parcerias, de oferecer ou contratar serviços e manter o bom relacionamento em dia.
Não se esqueça da reputação digital: não adianta nada se apresentar como um profissional sério, mas acabar se expondo de forma irresponsável nos perfis da sua rede social. Imagine um advogado que deixa sua página no Twitter cheia de erros de português? Ou uma professora que expõe fotos em trajes mínimos no Facebook? Mas o equilíbrio não deve ser esquecido, pois quem se coloca de forma muito formal o tempo todo, deixa claro que não está sendo verdadeiro, o que é também visto com maus olho


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